30.3.09
Você é tudo o que eu queria pra mim, você com a toda sua erudição completa minha vontade e me surpreende com o tom carinhoso que vejo sair dos seus lábios. Não confundi minhas expectativas quando me entreguei a este que me leva com destreza e me trata como unica. Porque eu não sou mais uma. Eu sou mais do que você antes nunca pensou ter. E de fato, sua indulgencia me deixa ser sua e você de mais ninguém. Arranjei os encontros, desmenti minhas invenções dando-lhes mérito ao acaso, mas cada parte da estória sabia e planejava silenciosamente as ações. O não ligar, o não falar, o dar silencio, o se entusiasmar - até o gemido - vezes acho ser consciente, vezes acho ser de gente distraída... mas vem de você e também sai de mim.
E não há no mundo borboletas que já não estiveram em minha barriga quando pensei e ansiei por um encontro, por um beijo. Cada particularidade das horas compartilhadas com você me consome a alma e a tristeza - e em algumas situações -a alegria. O que me atormenta saber é que hoje viram em mim felicidade, ninguém me disse, mas pude a ver refletida nos olhos de diversas pessoas que esbarraram em mim no centro da cidade, e a vergonha desse ar ditoso me impediu de encarar amigos no metrô e cumprimentar um professor que amo feito pai e admiro como mestre. Toda estabilidade que construi nesses meses de leituras e entregas etnográficas, literárias, me fez perceber que a instabilidade não é uma oposição, é como aquela coisa de entropia, ou de ordem na desordem... Na verdade crua que sangra e pulsa nas pontas dos meus dedos, me observei nua diante do espelho em plena uruaguaiana e era possivel ver as pessoas passando por detras de mim: a moça de saia rosa, o senhor de calça quadriculada que é um charme, um vendedor de guarda-chuva que elevou seu preço quando o céu começou a chorar - ele estava surpreso com a florescencia do espírito dessa que vos escreve. Sucumbi no final da tarde quando percebi que via você em homens vários, podia naquele instante entender que você já estava em mim em imagens de outros - e comecei bendizer até a minha décima terceira geração no momento que meu coração disparou ao supor que aqueles passos eram teus, e eram.
Me resta saborear o emaranhado de desordem que se instaurou na minha vida curta, analisá-la com o intento de encontrar ordem onde pensei um dia não ter.
24.3.09
Você é tudo o que eu não queria pra mim, você apesar de toda erudição não completa minha vontade e me despreza com o tom soberbo. Confundi minhas expectativas quando me entreguei a este que me leva com destreza e sinicamente me trata como mais uma. Porque eu não sou mais uma. Eu sou mais do que você antes nunca pensou ter. E de fato, sua fraqueza não me deixa ser sua, nem você de ninguém. Arranjei os encontros, desmenti minhas invenções dando-lhes mérito ao acaso, mas cada parte da estória sabia e planejava silenciosamente as ações. O não ligar, o não falar, o dar silencio, o se entusiasmar - até o gemido - vezes acho ser consciente, vezes acho ser de gente distraída... mas vem de você e também sai de mim.
E não há no mundo borboletas que já não estiveram em minha barriga quando pensei e ansiei por um encontro, por um beijo. Cada particularidade das horas compartilhadas com você me consome a alma e a tristeza - e em algumas situações -a alegria. O que me atormenta saber é que hoje viram em mim solidão, ninguém me disse, mas pude a ver refletida nos olhos de diversas pessoas que esbarraram em mim no centro da cidade, e a vergonha desse ar solitário me impediu de encarar amigos no metrô e cumprimentar um professor que amo feito pai e admiro como mestre. Toda estabilidade que construi nesses meses de leituras e entregas etnográficas, literárias, me fez perceber que a instabilidade não é uma oposição, é como aquela coisa de entropia, ou de ordem na desordem... Na verdade crua que sangra e pulsa nas pontas dos meus dedos, me observei nua diante do espelho em plena uruaguaiana e era possivel ver as pessoas passando por detras de mim: a moça de casaco verde, o senhor de blusa amarelo-manga que odeio, um vendedor de guarda-chuva que elevou seu preço quando o céu começou a chorar com piedade dessa que vos escreve. Sucumbi no final da tarde quando percebi que via você em homens vários e praguejei até a minha décima terceira geração no momento que meu coração disparou ao supor que aqueles passos eram teus.
Me resta fugir do emaranhado de desordem que se instaurou na minha vida curta, analisá-la com o intento de encontrar ordem onde pensei um dia não ter.
8.12.08
forcei o ponto que não era final
quarenta minutos depois tive vontade de desfazer essas palavras e isso seria justificável. a autora sou eu e eu mando aqui. mas não apago. às vezes as risco. um dia explico o que sinto mesmo ao escrever. mas é quase o mantra que deixo nas entrelinhas: sentir apenas. muitas vezes até a disposição das frases tem um sentido pra mim. sentido que vem de sentir e nem sempre associo isso ao pensar e refletir. alguma vez já disse que escrevo desse jeito porque acho bonito, quase como um juntar palavras e descomplicar minha própria idéia de escrever. alguma outra vez, já assumi o quanto é precioso não usar as palavras tão corretas e não deixar-se tão clara e transparente. a gente fala melhor de si quando se esconde mais. uma série de gratuidades me consomem dessa maneira e aqui guardo os poemas desleixados, tal como meus cabelos. não como artista das palavras - não sou capaz de tamborilar com tanta destreza por elas - tropeço entre as virgulas e pontos e reticencias. essa relação de amor e odio, que por vezes assume um grau de traição, me faz sentir como um corno a quem não pertence sua mulher, tal como os textos que aqui deixo guardados. para todo mundo que não eu, eles se constroem diferentes. antonio cicero já escreveu coisa linda que jamais eu escreveria, assim, abro um parenteses para ele:
20.9.08
editei o código html do parfournir, agora a lista de postagens não tem mais números ao lado dos meses. decidi fazer isso porque me sufucava as vias do ar quando olhava que tinha escrito vinte e três vezes no mês. agora não vou mais sofrer com isso. não terei mais números para olhar e portanto o pensamento de tempo perdido no parfournir não vai passar pela cabeça.
outra decisão é que a maioria das postagens não terão título. cansei de inventar sem-titulo-número-tal para elas e não tenho criatividade para entitular meus textos, poderiam ser todos desabafos i, ii, iii ... m. NÃO! posso ser criativa, se eu não consigo não preciso mostrar isso a ninguém.
o que me deixa mais a vontade nessa estória toda é que não preciso mais entrar no blogger para escrever, faço isso nesse programinha esperto e guardo todas as postagens numa pasta específica. bacana.... rs
mas nehum comentário quanto a isso, vou escrever outra coisa. agora não me preocupo com os números, apenas com as letras.