20.5.08

permissão

Descobri uma coisa, dou muita pista sobre mim. me abro muito fácil e dizer isso significa: escancaro as portas que poderiam preservar alguma privacidade.
Digo tal coisa porque me sinto muitas vezes invadida, mas sempre, com minha permissão.


adicionado em 23 de maio:

conclusão da conversa anterior: eu assusto as pessoas!
Que merda!

19.5.08

Queria escrever qualquer coisa que tivesse como título: "A outra". Pensei....

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A outra.

eu cuspi tudo em você, tenho consciência disso.
mas quero que você vá pro'inferno.
mande-se, mude-se, esqueça.
poxa está pensando o que?
vai arrumar outra que te queira mais, que seja puta o suficiente para aguentar isso.
não quero você. não desejo você. desajava outro que pensei ter conhecido, enquanto ainda não durmia com ela.
pensa que sou tão fria assim, sua mãe me disse tudo e não quero olhar-te mais. vai pro'inferno.
não preciso de você. não quero encontrar nem teus sapatos na porta que me deixavam sempre irritada. você me irrita, não eram os sapatos. mas sabe porque conclui isso somente agora? porque mulher é um bicho burro, igual homem, só é mais arrumada e limpinha.
eu tive que quebrar a cara para reconhecer, tive que perder anos da minha vida, tive que disfarçar as olheiras, as espinhas, tive que pintar meu cabelo, lembra teu merda, vc exigiu isso, exigiu, quem era você? vá embora e não olha pra cá, olha pra essa desgraçada que te pegou de mim, e me fez sentir desprezada, sem homem, sem prazer.


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A outra

Ele me emprestou a caneta, mas não foi aquela.
Aquela era preta, era fina, desenhava melhor as letras que ele queria.
Eu peguei essa. Essa que era azul, que falhava, que era cotidiana.
Então foi quando Aninha te pediu a caneta. Aquela foi a que você deu.
Eu fiquei com a outra.

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A outra

A metade da pessoas que eu conheço pertence ao mundo que não quero pertencer, daí me pergunto, e a outra metade tá em que mundo?

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conselho em promoção

É amigo as vezes você precisa encarar a coisa de frente...
Escancarar o peito. Tem que ter coragem. Tem que ter personalidade.
Pura afirmação, eu sei.
Puro medo de não ser original.
Não torture-se tanto...
Relaxe
Respire, enferente-se.
Pior que mostrar o que somos para os outros é se mostrar pra si mesmo.

18.5.08

sem título XIV

meu espaço tem se arranjado de maneira bem aconchegante... se me perguntassem agora como estou, diria que feliz, feliz porque tenho visto que posso ser mais, e isso não quer dizer que agora sou de menos. Entende quando falo assim?

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Você me parece confuso.
Disfarce mais meu bem, nem tudo precisa ser dito cara a cara.
Deixa esse inverno pra mais tarde, preciso de você quente agora. bem quente...

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Você me parece quente.
Disfarce do seu inverno, as vezes precisamos dizer tudo cara a cara.
Deixa sua confusão se mostrar, preciso de você mais tarde, não agora....

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O amor não existe. Não venha com esse nheim-nheim-nheim.
Não nasceu na idade média? tá na hora de morrer na pós-moderna.
Estudos comprovam que dizer que ama não faz bem, só cresce o ego daquele que ouviu,
e aquele que diz, dá o primeiro passo em direção ao abismo.

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17.5.08

Minha moldura

Ele me perguntou se eu já li Simmel, quem me conhece o minimo que seja deve ter a resposta por mim. Correto. Esqueci mesmo. É vergonhoso, admito. Já falei disso aqui em outra post.
Mas daí ele continuou, "porque você tem que ter a moldura na ponta da lingua senão suas fotos perdem o sentido".

As imagens são apenas produtos de uma subjetividade?

Não acredito que eu deva falar sobre minhas fotos. De alguma maneira as imagens apresentam sempre uma forma especifica de ver o mundo, então porque seria necessário explica-lás? Me parece que meu ponto de vista é objetivo: pode ser subjetivo, pessoal, interpretação do mundo, ou seja lá o que mais for, a imagem pode ser ambigua porém ela sempre carrega traços gerais, que eu arriscaria dizer que seriam suas estruturas.
Vejam bem, quando obervamos uma foto estamos buscando uma coluna vertebral, uma estrutura que mantem a imagem em sua coerencia, as vezes, sua ausencia total [nesse caso, classificamos como arte - é pesado eu sei, estou metendo meu nariz onde não fui chamada e ainda por cima pisando em qualquer conceito mesmo sem conhecê-lo].
Acompanha só o raciocinio. Tenho uma imagem de um nascer do sol, com um céu avermelhado mas ainda escuro, com um azul bem escuro, tenho nela 3 bancos vazios, 3 arvores secas e um mar a tiracolo.

Como você lê essa imagem?

[ok preciso de ajuda agora, quando alguem colocar alguma coisa, continuo o texto.)

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adicionado em 27 de maio

Ora, ora... nenhuma interação...
Minha conclusão: blogs não são espaços de interação, apenas lugares para expressar idéias não tão resolvidas ou maduras (esse é o meu caso, afirmo) nada de exercicios, construções coletivas...
Por isso prefiro amnter meu silencio. Prefiro essa individualidade de merda que inventamos.


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adicionado em 31 de maio
Gustavo disse:

imagem bonita
resposta com atraso espero que sirva
eu sei não serve
nem adianta mais
mas eu gosto
e não gosto de refletir muito sobre a arte
gosto de sentira arte...
entrar
transformar
inverter
ou
subverter
etc.
(...)
talvez...
...


Sabe de uma coisa?
eu perguntei: como você lê essa imagem?
sentir não é isso?
O que você sentiria se eu postasse ela aqui?
Eis então:

Sabe o que eu posso sentir?
paz x desespero
tristeza x serenidade
fim x começo
(deixe-me pensar sobre isso)

3 filmes que quero [queria] assistir.

Filmes que tenho q assistir até semana que vem, estou me sentindo alienada.
Crise de consumista de diálogos. Ok:

Estomago
O sonho de cassandra
5 frações de uma quase história.

Gasto: 8,00x3=24,00+9,20x3=27,90+10,00x3=30,00=81,90
Conclusão: gastarei indo três vezes ao cinema mais do que gasto para ir a uerj a semana toda.
Solução: Trabalhar mais: sexta, sabádo e domingo [dá preguiça só em pensar]
Solução 2: a bolsa da uerj aumentar para 1500,00 [já imaginando: gastando tudo nos dias que deveria trabalhar!!!] [ps.: imaginou a minha cara "maquiavélica", com um sorrisso de orelha a orelha esfregando minhas próprias mãos?]

Acho que desisti depois dessas contas. é verdade, preciso revizá-las.
poxa como é caro tentar manter um capital simbólico?!
A crise passou: uma conversa tem feito o dia valer - mesmo sem cinema...

12.5.08

Corporal

Exercício:
listar as palvras montando o retrato de possiveis corpos

Resposta:

olho: pequeno+grande+gordo+instrumentodetrabalho+arregalado+remelado+perdidos
cabeça: grande+limitada+esquecida+confusa+dura+desorganizada+desmiolada

cabelos: curtos+desalinhados+bagunçados+lisos+pintados+naturais+longos+escovados+enfeitados+bombril+pinchaim

pés: sujos+descalços+livres+bonitos+padrão+ precedidosporcanelasgrossasepernasfinas

mãos: pequenas (novamente)ruidas+cicatrizes+veiasfeias+linhas+imprecisão+tatoneutro+escuras

pernas: finas+curtas+marcadas+cansadas+indispostas+atrofiadas

peitos: pequenos+siliconados+rosados+comleite+excitados+morenos+brancos+grandes+largos+definidos+duros+caidos
boca: limpa+rosada+grande+comgostobom+saida


[...]

aceito sugestões.
----------------------------------- add em 16/05/2008 - Contribuição Natalia
Coração:
Perfeito+torto+Vazio+ausente+distante+apaixonado+Frio+colorido+Mentiroso+Pulsante+partido+renovado+triste+cheio+racional+sangue+vermelho+vida

11.5.08

Viva Michel Melamed

Você pode falar quando quiser, nunca quis impor um ritmo a você, só queria que as coisas andassem e isso implica numa atitude, ação, seja lá o que for. A insistencia funciona, mas normalmente quando é usada se é taxado, assim você vira alguem que deve ser evitado. É preferivel tudo a não ter o sentimento de rejeição ou desprezo. Porque tudo na vida tem uma conexão.
A conexão entre eu e nós.
Eu - Nós
individuo - casal
vida - casamento
nascimento - filhos
crescer - trabalho
sonhos - dinheiro
dormir - compras
noite - dúvidas
perigo - desespero
morte
Deprimente, não?!

ª. º. ª+º.

ª: Você pode me passar o açucar?
º: Por que tá precisando adoçar a vida?
ª: Não responda com outra pergunta...
º: Posso.
ª: Minha vida anda muito doce, obrigado.
º: Já me disseram que meu gosto é doce, quer experimentar?
ª: Acho que já respondi.
º+ª: (...)
ª+º: (...)
ª: É, você é bem doce!

Eles se casaram depois, mas depois se separaram e esse foi o fim com ponto final mesmo.


*Imagem: J. Victtor

9.5.08

Balanço [quase] geral

Esse mês produzi pouco e por isso me perguntei: o que aconteceu?
Foram tantas coisas: várias sensações, muitas decepções, recordes de conquistas, a dor da perda, as esquizites da paixão.
É cara, o mês não foi fácil, porém, não foi duro.
Percebi que a gente pode amadurecer rápido as vezes, se eu fosse descrever o que é esse processo talvez a analogia com uma escada servisse bem. Teria feito a proeza de subir os degraus de dois em dois, imitando aqueles caras grandes, de pernas enormes, que sobem as escadas do metrô tão rápido [sei que no fundo é inveja, afinal as minhas são tão pequenas...].
Me dei conta também que de vez em quando precisamos ser corajosas, precisamos nos impor, assumir nossos desejos, tentar satisfazê-los [a imaginação ajuda], mas também precisamos ser dóceis, falar manso, mostrar ou fingir uma sinceridade [como quando falar que não importa chorar quando estamos perdendo alguem, temos esse direito].
Minha avó nunca foi alguem que eu gostaria ser, nunca foi uma amiga, mas sempre me ditou as regras do jogo, me fez sentir responsável, me ensinou interpretar os papéis nos momentos certos, e dessa vez, como ela mesmo diz, ela "viu sua vó pela greta", e só dessa vez, desejei ser como ela, forte.
Não posso escrever todas as coisas com as quais estou envolvida, não posso descrever todas as sensações que me passam pelo corpo, que me arrepiam, me deixam sem fala, com olhos doloridos ou inchados, não posso nem ao menos supor que isso seja interessante para alguém, mas de uma forma ou de outra, eu sinto que eu "cresci", sinto que o tempo passou rápido mas o que me aconteceu também foi rápido, por tudo o que passei nesse espaço curto de dias, juro que não pensei que passaria.
Agora de noite, quando tudo está calmo, a gente escuta os ruidos, percebe as sutilezas da vida.

25.4.08

Sem Título VII

Minha rima pobre

Hoje vou pra casa
Não quero mais andar sem um destino
Talvez seja porque estou casanda
Ou enjoada desse caminho.

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Notei que a cor dos seus olhos mudaram
Não te perguntarei o por quê.
Dentro de mim vem uma resposta:
Eu mudei, portanto meu bem eles não são mais os mesmos
Pelo menos pra mim.

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"O espaço é sempre muito confuso por isso gosto de tudo apertado."
1.: resultado de muitas horas em transportes coletivos
2.: tara
3.: medo comum do "estar só"

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Me dê licença, preciso passar dessa para a melhor.

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23.4.08

Up!

Estava sentido falta de fotografar.
Os dias têm passado muito rápido,
minhas tarefas estão me deixando estressada.
Até pra durmir o horário está contado,
e mesmo assim, minhas leituras estão atrasadas, meu trabalho está atrasado, eu estou atrasada até com as noticias...
Enfim tenho que parar.
Parar é tão dificil que seria melhor se os outros parassem.
Sou sempre assim, gosto e prefiro jogar minhas culpas e anseios nos outros.
Fica mais fácil levar a vida ... algumas vezes acho ruim e covarde agir dessa maneira, outras, prefiro encarar como um antidepressivo.
Fotografar é assim também, me deixa up!
Me disseram que me escondo atras de minhas lentes.
Quase todo mundo que conheço se esconde atras de algo...
Escolhi elas porque talvez sejam mais verdadeiras que meus olhos; eles são inquietos, não gostam de encarar ninguém, estão perdidos e muitas vezes desatentos.
Um reflexo completo da dona.
Por fim é isso, o tempo está acabando e não vou ler esse "texto", os minutos contados se passaram e agora já era: o que podia ser melhor vai ter que ser isso.

7.4.08

Meu amigo quer mostrar que não é legal, que pena, acho que ele pode fracassar nessa empreitada. Eu queria mostrar que sou legal, é foda, não consigo fazer isso por muito tempo. As pessoas que convivem comigo devem se perguntar o motivo dessa minha personalidade [ps.1.: apesar de que na verdade não deve ser assim, afinal pq as pessoas se indagariam sobre isso?! / ps.2.: é melhor eu continuar pensando assim, ou então não teria uma maneira de escrever minha próxima sentença. / ps.3.: pega muito mal falar de sentença, me sinto oprimida, é melhor dizer: frase / ps.4: fim dos ps's nesse parágrafo]. Travei. Outro dia continuo. A tal palavra me oprimiu...

5.4.08

Vulnerável

Viajei nesses ultimas postagens, confesso que não dei muito de mim para escrevê-las, mas confesso também que não gostaria de me esforçar para escrever um texto. Assuntos interessantes aperecem a todo momento, situações diferentes acontecem durante meu dia, cenas se montam na minha frente, e sempre [sempre mesmo] me vem a idéia de escrever algo sobre. É estranho um blog que normalmente seria o lugar para gente expressar idéias se tornar tão opressor. Estou com uma puta pressão na cabeça. Assisti três filmes essa noite e durmi duas horas [1]. Fique vulnerável. Minha avó sofreu um derrame e minha mãe coitada se viu por um minuto sem aquela que sempre esteve ao seu lado. Me vi como ela, sem ela. É incomodo ver alguem forte se desfazer tão rápido. Coitada de mim, meu destino é esse. Estou vulnerável. Meus sentimentos poderiam ser descritos como qualquer coisa, menos como tristeza ou felicidade, gostaria de inventar um termo próprio, mas como todos sabem a criatividade com palavras não é o meu forte. Escrevo isso pelo simples fato de desabafar com alguem, nem que seja um monitor; dele não ouvirei nada, dele não espero nada. Porque sempre a gente espera do amigo aquela palavra confortável, ou o abraço gostoso, o olhar que conforta; mas que egoismo pensar assim. Nesse momento não quero ninguem, não preciso de ninguém, só uma máquina, só das palavras que se formam conforme detilho sobre esse teclado macio. Continuo vulnerável. Preciso urgentemente de uma cama e uma cabeça vazia. Ilusão. Minha cabeça mais parece um edificio master da vida [2].

[1] maratona odeon, é 3 por 10,oo!
[2] mas que termo é esse? de onde tirei isso?!! Sabe o que é? Pura vontade de parecer interessante, edificio master... sei que de repente 2 amigos ao lerem esse blog, ou seja 50% dos meus leitores [possessiva não?!] vão entender, os outros vão pensar: poxa pq ela não usou "zona". concordo seria legal, cairia bem... vai vê, diz mas sobre a situação.